Poetas como poetas, simplesmente sem fins...
Atenção, por favor, senhor que lê estas notas avulsas, difusamente espalhadas pela web; peço, com veemência, um pouco de sua atenção.
Tenho uma constatação a fazer e, durante a minha prosa [chamaria isto de prosa?], vou tentar tecer a linha do comentário.
A poeta Elizabeth B.i.s.h.o.p [problemas com visitantes made-in-google] me surpreendeu com a peça em sua homenagem no teatro do planetário. Senti falta de tanta coisa e, principalmente, esta idéia tão sublime do tempo passando de forma rápida. É engraçado vê-la envelhecer num curtíssimo intervalo de tempo, e, fiquei imaginando como será envelhecer tão rápido. É assim mesmo. Como ela mesma disse: alguns momentos são como as coisas que você põe numa gaveta que, inicialmente está à sua altura. No início, ela está tão próxima à mão, que você, assim que abre, pode-se lembrar de tudo tão vivamente, mas com o passar do tempo, quando as coisas vão se empilhando, o objeto vai ficando distante, distante...e você sabe que está lá, em algum lugar...
Somos poetas sim, querida Elizabeth...gostei tanto de te conhecer, talvez pudéssemos desenhar brilhantes linhas de raciocínio poético juntos. Agora, em 2005, aqui tão distante do ponto da reta em que você se apagou sinto saudades. Uma saudade tão ausente, que seria talvez impossível guardá-la numa gaveta.